Na cidade mineira de Unaí, a 200 km de Brasília, a Prefeitura Municipal está testando uma usina de processamento de resíduos sólidos coletados nas ruas por caminhões de lixo. Como não há coleta seletiva, qualquer tipo de lixo urbano pode ser encaminhado ao forno, para ser transformado em carvão. Graças à tecnologia desenvolvida pelo engenheiro mecânico Railton Lima, o lixo acaba gerando energia.
Todo o processo é automatizado. Na usina desenvolvida, o lixo de origem orgânica e animal se desidrata e desintegra com a exposição ao calor de 800º C. Não há combustão do lixo. Para gerar o calor necessário, utiliza-se carvão vegetal comum no início do aquecimento do forno. Em seguida, pode-se utilizar o carvão gerado pelo forno. Ou seja, a usina produz seu próprio combustível. O forno consegue carbonizar três toneladas de lixo por hora. É a capacidade de um caminhão.
No caso do chorume, líquido produzido pela decomposição de resíduos orgânicos, ao sair do forno, um destilador transforma novamente em líquido o gás poluente obtido em seu aquecimento. A partir desse líquido, pode-se obter óleo vegetal, alcatrão, lignina e água ácida, produtos utilizados pela indústria química e de cosméticos. Com adição de 10% de álcool ao óleo vegetal, produz-se biodiesel, que pode ser utilizado em veículos automotores.
Uma usina termelétrica está sendo montada ao lado da usina de carbonização, e o plano é usar o carvão para abastecê-la. O inventor garante que a nova usina será mais eficiente e sustentável que uma tradicional. A termelétrica que está sendo construída em Unaí vai produzir energia a R$ 130, o megawatt. Em uma termelétrica tradicional o custo é de R$ 1600, em média.
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